31/10/12

Termo técnico: Esmifrar!

Ao longo dos últimos anos temos vivido numa espécie de problema económico, e como bons portugueses o engenho leva-nos ao desenvolvimento de técnicas ridículas de “poupança”. Para mim a mais clássica, “poupe água mije na rua!”, uma tradição muito antiga já entranhada nos genes dos portugueses, antes era só o género masculino mas hoje em dia com a igualdade do sexos já podemos observar isto em algumas mulheres, se fizermos as contas, 3 mijas por dia em casa equivale a 3 descargas de cerca de 8 litros, ou seja 24L por dia vezes 300 (já a contar com dias fora de casa) dá 7200L por ano.
Continuando na poupança de água, sempre que puder defeque em casas de banho públicas (as melhores normalmente são escolas, bibliotecas e palácios da justiça) aproveitando sempre para levar um rolo de papel higiénico, afinal de contas é público, é para as pessoas se servirem, não é ilegal ou roubo, somos nós que pagamos, e porque não esmifrar mais um pouco e carregarmos uma garrafa de água com sabonete liquido que se encontram nestes “serviços públicos”, depois é só chegar a casa e despejar para o recipiente próprio. Caso more numa zona de praia aproveite os duches grátis, já tem sabonete. Importante o melhor amigo de um esmifra destes é uma mochila sempre às costas. Só com estas brincadeiras somos meninos para poupar perto de 200 euros ano.
Para os mais ridículos: sentar-se num restaurante pedir as entradas e ir recolher os restos, estamos em crise e é feio estragar comida. Proponho então um novo serviço aos restaurantes que agora muito precisam, o menu “Só mesa”, onde as pessoas pagam apenas o aluguer da mesa e o serviço de trazer os restos das outras mesas, um mero jantar de esmifra que sem querer se pode transformar num banquete com os mais variados pratos.
Considerem estas ideias como aproveitar os recursos que estão ao nosso dispor gratuitamente. Porque como diz o bonito ditado popular, “quem tem vergonha passa fome!”.

27/10/12

Quem está fora racha lenha!


“Quem está fora racha lenha” é daqueles ditados populares muito úteis para mandar calar alguém, neste caso vão ser muitos. Frase muito reproduzida em mesas de inúmeros cafés ou tascos onde o desporto rei joga-se com cartas e chama-se Sueca, é utilizada no caso de algum paspalho que nem sequer está a jogar mas está armado em comentador e a intrometer-se no jogo de alguém.


Mas desta vez o “quem está fora racha lenha” vai para essa nova espécie de “comentadores internacionais” que por terem posto os tomatinhos fora de Portugal já pensam que sabem da vida, de política internacional e que lá fora é que é bom...

Falo desses novos emigrantes, que enchem o peito para criticar o nosso Portugal quando vão para fora, muitas das vezes financiados pelo estado ou pelos papás, desviando dinheiro português gerado em Portugal para o estrangeiro (e nós cá a precisarmos tanto dele). Para esses novos críticos emigrantes que na “França équé bom”, que atiraram a toalha ao chão e desistiram do Pais que os viu nascer e que os criou digo em voz alta “QUEM ESTÁ FORA RACHA LENHA!”, querem criticar, comentar e intervir voltem para cá e tente melhorar o que está mal, trabalhem no terreno que desdenham.
Mas não se enganem, nutro um enorme respeito por quem arriscou e se mandou deste Pais à beira mar mal tratado, apoiarei sempre quem mete o seu ser à frente da sociedade que o envolve, afinal de contas vivemos na era do individualismo. Mas por favor não me venham com mer*as, saíram, foram à conquista ou simplesmente fugiram por ser quase insustentável viver cá, fiquem-se pelo vosso queijinho e deixem-nos comer o nosso, a moral das tropas já anda em baixas, já há tanta crítica e sátira interna, deixem-se mas é ficar caladinhos, querem criticar voltem para a nação e façam algo para a melhorar.
Amigos que emigram muito respeito por vocês, mas já que foram limitem-se em nos mostrar as coisas bonitas que foram encontrando e as vossas experiências novas.
Comam o vosso queijinho que nós por cá sonhamos com o nosso…

06/06/12

A Caminho de qualquer lado


Primeiro episódio


Nada melhor que o princípio do verão para iniciar uma pequena mas intensa comédia romântica.
Estamos no início de Junho, o mercúrio sobe no termómetro até  aos 30 e tal graus, sopra um vento quente e abafado, com aquele magnífico aroma das planícies Alentejanas que acaricia o cabelo longo e escuro. Vai sozinha, perdida em pensamentos, numa viagem ainda sem destino, as malas na bagageira, quatro rodas no asfalto de uma qualquer nacional deserta. Ao longe avista um daqueles oásis de sobreiros a envolver as estradas, lá  encontra um jovem que lhe chama a atenção, de malas às costas a pedir boleia, na mão uma cartolina a dizer "Boleia para qualquer Lado!". Ela passa olha e fica indecisa se deve parar ou seguir em frente. Na mente fica a imagem do cartaz a dizer "para qualquer lado!". Basicamente nesse momento era a mesma rota que ela estava a pensar seguir, trava a fundo, dá meia-volta vira o carro e regressa ao "oásis". O jovem ainda lá estava, sentado tranquilamente, todo ele era paz e alegria, uma essência de aventura e liberdade junta, ela apita, o rapaz olha levanta-se e apressa-se a chegar ao carro, debruça-se na janela do condutor, ouve então a pergunta da mais bela pessoa que viu desde que iniciou a sua viagem — então queres boleia para qualquer lado? também vou, não queria companhia, mas a viagem é longa e sozinha não tem tanta piada — prontamente ele responde — Siga!
Enquanto dá a volta ao carro para entrar, ela repara na farta barba e mala com nomes e datas de terras por onde tem andado a vaguear nestes últimos tempos a caminho de qualquer lado, soa o apito e uma boca brincalhona — toca a despachar!! — mas ele apenas se ri aponta para o pulso e responde — Não tenho relógio, não tenho tempo logo não tenho pressas! — enquanto arruma a mochila na bagageira do carro. Chegando à porta pede licença para entrar, já sentado agradece e pensa para si próprio — nunca pensei que uma mulher a caminho de qualquer lugar fossem uma musa tão bela. O carro volta à estrada e segue o seu rumo a caminho de qualquer lado.

18/05/12

Tão a Brincar Comigo?



Como é possível, nós consumidores, admitirmos certos comportamentos por parte dos cinemas “mainstream”? Falo, como é óbvio, da revolta que me enche o peito, PAGAR 8 EUROS PARA VER UM FILME E AINDA TÊM O DESCARADAMENTE DE ME ESPETAR 10 MINUTOS DE “RECLAMES” EM CIMA, caso para dizer – Tão a brincar comigo!? Eu quero é ver traillers de filmes, para saber se volto ou não, quero lá saber se uma telecomunicadora tem 4g ou se a fibra é mesmo a serio. Como é que deixámos isto chegar a este ponto. Não admira que as salas de cinema andem a ficar vazias, com preços escandalosos e ainda por cima impingem-nos publicidade. Basicamente obrigaram-nos  a pagar para ver anúncios no grande ecrã, mas em 3D, se calhar é por isso...

Ainda se vê filmes nos Cinemas Municipais, com salas grandes, de qualidade e com preços mais baratos do que essas salas encafuadas em barracões gigantes cheios de lojas, aos quais as pessoas chamam de shopping, mas infelizmente muitos dos Cinemas Municipais estão a ser mal geridos, alguns propositadamente a favorecer esses cinemas de shopping, outros por desleixo e ainda outros por falta de gente. Passam filmes que saíram à 2 meses atrás, com sorte apenas têm duas sessões por semana, uma ao Sábado e outra ao Domingo e já é a loucura.
Será que não têm noção que as pessoas já vêm filmes sem ser ao Sábado e ao Domingo?

Bem como hoje é domingo, vou mas é sacar um “filmezito” da net para ver em casa tranquilo, sem publicidade e com pipocas que não custam 5 euros a caixa...


11/05/12

Portugal Amputa Perna


A história de um grande atleta, Portugal, que se tornou preguiçoso, relaxado e comodista. Apertou um garrote à perna esquerda, que anda a estrangular à largos anos, fingindo assim uma lesão, aproveitando para desistir de grandes eventos desportivos onde poderia competir e mostrar o seu valor.  Esta doença psicológica tem um nome, Apotemnofilia, o desejo de se ver amputado em uma ou mais partes do corpo, eu chamo-lhe estupidez. Passados tantos anos com o garrote a perna está fraca e débil, finalmente teve o que queria, a amputação. Sem tardar muito Portugal pede a fixa de inscrição nos Paralímpicos, aceite rapidamente pela comunidade internacional que se rejubila com tal situação. Aos poucos e poucos Portugal começa a ganhar importância no panorama paralímpico Europeu. Como sempre, quando sente o rabo apertado, Portugal passa de olímpico relaxado a paralímpico aplicado, mas sem uma perna é complicado correr quanto mais ganhar corridas..

Analogias à parte, como é possível Portugal, um pais na banca rota, sem recursos, desprezar e esquecer o interior, rico em produtos de qualidade, paisagens turísticas lindíssimas, óptimas terras para cultivar e criar gado, entre tantos outros pontos fortes, ou seja está ansioso por ser explorado e usado para dinamizar a nossa economia, MAS está cada vez menos acessível, são portagens exorbitantes, são transportes públicos caros, é a falta de investimento, é o fechar de hospitais, maternidades e escolas, são linhas de comboios fechadas. Antes o garrote cortava a circulação, agora não há perna, não há circulação...

In: Backbook 12
http://www.backdoor.com.pt/backbook.php?m=3


20/04/12

Projecto Es.Col.A

Bem-vindos a Portugal onde quem é pro-activo, empreendedor, voluntário, quem faz serviço publico, quem tenta criar as suas próprias oportunidades, melhorar a sua zona de residência etc etc etc é mandado abaixo por essa corja nojenta de políticos que só existe para satisfazer os seus próprios desejos pessoais e económicos

Cada vez mais me revolta estas situações, ver políticos e policias que a sua função deveria ser proteger o povo, melhor as suas condições de vida apoiar iniciativas que tirem as pessoas da miséria, iniciativas educacionais, de fortalecer comunidades...

Vejo é a defenderem interesses privados para encherem os bolsos enquanto o pais está a afundar, vejo a arrogância com que tentam mandar abaixo estas iniciativas para impedir aglomeração de pensamento e pessoas (lembra um bocado a ditadura quando não podiam estar mais de 10 pessoas juntas, podiam estar a congeminar algo contra o regime), dar trabalho a gente que nada faz durante todo o dia e leva para casa ao final do mês um balúrdio de dinheiro só porque é afilhado de algum politico.

Mas isto só nos deveria dar mais força para continuarmos a juntar pessoas e pensamentos diferentes sem conotações clubistico/partidárias, para tomarmos o NOSSO PORTUGAL de saque, somos mais que eles porque raio temos que nos vergar as suas vontades....

Portugal é nosso e queremo-lo de volta!!!

05/04/12

Sem abrigo (adaptação de um show de stand-up por George Carlin)


Tanta gente sem casa e tanta casa sem gente...
Já repararam que em Portugal existem uma data de lutas, é a luta contra o cancro, a luta contra a droga, a luta contra à fome, a luta contra a pobreza, mas já repararam que não existe luta contra os sem-abrigo...Sabem porque não há? Basicamente por não existem lucros envolvidos nisso, facilmente se solucionava este problema se qualquer politico corrupto ou qualquer empresário ganancioso pudessem desviar uns quantos milhões à conta desta causa, garanto-vos que desse lucro viriam as ruas de Portugal a ficarem vazias de sem-abrigo.
Uma ideia comecem por mudar o nome “sem-abrigo”, mudando assim a condição das pessoas, o nome deveria ser “sem-casa”, afinal de contas é de casas que estas pessoas precisam, o termo “abrigo” é uma ideia abstracta é um estado de espírito, estas pessoas precisam é de casas, físicas, tangíveis uma estrutura para viverem, e onde construir? Possivelmente não seria necessário, com a quantidade de casas desabitadas e degradas que existem por esse Portugal fora. Metam os “sem-casa” a recuperarem habitações para lá viverem, dêem-lhes essa oportunidade.  
Outra ideia construir casas de baixo custo para os “sem casa”, campos de golfe, perfeito, mesmo aquilo que precisamos, um espaço grande, boa localização e é terra que está a ser desperdiçada para um desporto vazio, sem sentido e arrogante. Praticado maioritariamente por homens  ricos de negócios (os chamados “de colarinho branco”, que utilizam este espaço para se juntarem a fazer negócios para irem dividindo entre eles as riquezas deste pais. É tempo de roubarmos os campos de golfe dos ricos para dar aos pobres, o golfe é um desporto arrogante, elitista e ocupa demasiado espaço no nosso pais.  De notar que é um jogo arrogante no próprio design do desporto, pensem no tamanho de um campo de golfe, e agora pensem no tamanho da bola... para que raio precisam estes senhores de tanta terra. E que seca de jogo é, já viram golfe na televisão é como ver duas moscas a fazerem sexo, literalmente uma seca, pensem no intelecto dos praticantes de golfe para tirarem prazer desta actividade, baterem numa bola com um pão torto e depois vão atrás dela e depois batem nela outra vez, e sempre assim até fazerem 18 buracos... deixem-se disso e dêem espaço aos “SEM CASA”...