Ao longo dos últimos anos temos vivido numa espécie
de
problema económico, e como bons portugueses o engenho leva-nos ao
desenvolvimento de técnicas ridículas de “poupança”. Para mim a mais
clássica,
“poupe água mije na rua!”, uma tradição muito antiga já entranhada nos
genes dos portugueses, antes era só o género masculino mas hoje em dia
com a igualdade do sexos já podemos observar isto em algumas mulheres,
se fizermos as contas, 3 mijas por dia em casa
equivale a 3 descargas de cerca de 8 litros, ou seja 24L por dia vezes
300 (já
a contar com dias fora de casa) dá 7200L por ano.
Continuando na poupança de água,
sempre que puder defeque em casas de banho públicas (as melhores normalmente
são escolas, bibliotecas e palácios da justiça) aproveitando sempre para levar
um rolo de papel higiénico, afinal de contas é público, é para as pessoas se
servirem, não é ilegal ou roubo, somos nós que pagamos, e porque não esmifrar
mais um pouco e carregarmos uma
garrafa de água com sabonete liquido que se encontram nestes “serviços
públicos”, depois é só chegar a casa e despejar para o recipiente
próprio. Caso more numa zona de praia aproveite os duches grátis, já tem
sabonete.
Importante o melhor amigo de um esmifra destes é uma mochila sempre às
costas. Só com estas brincadeiras somos meninos para poupar perto de 200 euros
ano.
Para os mais ridículos: sentar-se num restaurante pedir as entradas e ir
recolher os restos, estamos em crise e é feio estragar comida.
Proponho então um novo serviço aos restaurantes que agora muito precisam, o
menu “Só mesa”, onde as pessoas pagam apenas o aluguer da mesa e o serviço de
trazer os restos das outras mesas, um mero jantar de esmifra que sem querer se pode transformar num banquete com os mais
variados pratos.
Considerem estas ideias como
aproveitar os recursos que estão ao nosso dispor gratuitamente. Porque como diz o bonito
ditado popular, “quem tem vergonha passa fome!”.