02/03/13

Reviver o amor à camisola

Cada vez mais o amor à camisola está de volta às modalidades marginais do nosso Pais, já não são vistas como um meio para arranjar dinheiro fácil como há uns anos atrás, mas sim pelo puro prazer de jogar e de fazer parte de uma equipa ou uma associação desportiva.

Isto está a trazer de volta as famílias por afinidade, criadas à volta de um clube ou associação, o espírito de associativismo, de trabalhar em equipa por uma causa sem receber nada em troca. Esta crise que afeta todas as áreas em Portugal está a fazer bem aos desportos marginais (todos em Portugal tirando o futebol) está a devolvê-los às populações que os criaram. A aposta agora será na prata da casa, falo dos atletas da formação, onde o seu grande objetivo é chegar aos seniores para jogar e não para ganhar dinheiro, e estes sim entram em campo com orgulho na camisola que envergam, onde dão o tudo por tudo.
 

O futebol é sobrevalorizado em Portugal, investir tantos recursos em apenas uma modalidade é estúpido, há tantas outras modalidades que merecem bem mais atenção por parte dos portugueses, as espetaculares praias que tantos desportos podem albergar e trazer turismo, a tradição que temos no hóquei em patins, o andebol que em tempos foi a modalidade com mais atletas federados, o futsal que está em franco crescimento não só na qualidade como no número de atletas.

Uma crise que vêm reeducar uma sociedade que tanto precisa de chapadas na tromba para ver se acorda e fica esperta.


in: Backbook
http://www.backdoor.com.pt/backbook.php?m=3

01/03/13

"Anda-se sempre a mamar na teta do Estado. Porquê?"

Não venho defender o mestre merceeiro Soares dos Santos, que o senhor não precisa, mas quero dar sentido a esta frase que tanto gostei. Sim, tenho um certo apreço por declarações polémicas.

Será que disse alguma mentira? Acho que não, se fizermos uma análise superficial (como deve ser feito num qualquer bitaite, como este) podemos reparar que em Portugal a maioria mama na teta do Estado, a começar por todo o governo e todos os seus inúmeros apêndices, que é normal mamarem, mas porque tantos e tanto? Os compinchas empresários que têm amigos em altos cargos políticos ganhando concursos públicos, conseguindo subir um pouco mais o preço, baixar a qualidade e alongar o prazo de construção, será que os lucros legais não lhes chegam para serem felizes? Continuando com os mamões grandes, todas essas fundações da treta que albergam os amigos de partido com menos capacidades (tipo turma de alunos especiais, os que nem jeito tinham para colar cartazes), a pobres instituições financeiras que guardam o dinheiro da gente mas não têm dinheiro para se manter, tem que ir mamar também na teta do estado, não lhes chega mamar na gente? Aqui está um resumo dos grandes mamões, vamos agora aos pequeninos que também os há. Falo dos homens e mulheres, que passam o dia na segurança social a pedir para mamar (a maioria de etnia cigana, outros são caucasianos carochos maltratados pelo cavalo dos anos 90), porque raio não vão limpar mato, plantar couves, sei lá? Algo de produtivo. Isto também se pode aplicar aos fingidos desempregados a quem chega o subsídio de desemprego para andarem tranquilos entre o tasco do bairro e a casa dos pais ou avós. Poderia continuar com touradas, golfe, futebol etc. Mas acho que já se entende o porquê da pergunta.

Resumidamente quem se fode em Portugal é quem não mama meu caro Soares dos Santos, daí este saque às tetas da grande Porca. É algo muito nosso, muito português, como aquele colega de infância que nunca defendia nos jogos da bola, cabrão estava sempre à mama, tinha duas hipóteses ou marcava golos como se não houve amanhã ou apanhava calduços e carolos até ajudar a defender. Porque deixamos de exigir golos ou dar calduços aos mamões com a idade?