01/03/13

"Anda-se sempre a mamar na teta do Estado. Porquê?"

Não venho defender o mestre merceeiro Soares dos Santos, que o senhor não precisa, mas quero dar sentido a esta frase que tanto gostei. Sim, tenho um certo apreço por declarações polémicas.

Será que disse alguma mentira? Acho que não, se fizermos uma análise superficial (como deve ser feito num qualquer bitaite, como este) podemos reparar que em Portugal a maioria mama na teta do Estado, a começar por todo o governo e todos os seus inúmeros apêndices, que é normal mamarem, mas porque tantos e tanto? Os compinchas empresários que têm amigos em altos cargos políticos ganhando concursos públicos, conseguindo subir um pouco mais o preço, baixar a qualidade e alongar o prazo de construção, será que os lucros legais não lhes chegam para serem felizes? Continuando com os mamões grandes, todas essas fundações da treta que albergam os amigos de partido com menos capacidades (tipo turma de alunos especiais, os que nem jeito tinham para colar cartazes), a pobres instituições financeiras que guardam o dinheiro da gente mas não têm dinheiro para se manter, tem que ir mamar também na teta do estado, não lhes chega mamar na gente? Aqui está um resumo dos grandes mamões, vamos agora aos pequeninos que também os há. Falo dos homens e mulheres, que passam o dia na segurança social a pedir para mamar (a maioria de etnia cigana, outros são caucasianos carochos maltratados pelo cavalo dos anos 90), porque raio não vão limpar mato, plantar couves, sei lá? Algo de produtivo. Isto também se pode aplicar aos fingidos desempregados a quem chega o subsídio de desemprego para andarem tranquilos entre o tasco do bairro e a casa dos pais ou avós. Poderia continuar com touradas, golfe, futebol etc. Mas acho que já se entende o porquê da pergunta.

Resumidamente quem se fode em Portugal é quem não mama meu caro Soares dos Santos, daí este saque às tetas da grande Porca. É algo muito nosso, muito português, como aquele colega de infância que nunca defendia nos jogos da bola, cabrão estava sempre à mama, tinha duas hipóteses ou marcava golos como se não houve amanhã ou apanhava calduços e carolos até ajudar a defender. Porque deixamos de exigir golos ou dar calduços aos mamões com a idade?

2 comentários:

  1. Além da linguagem ofensiva a grande verdade, custe o que custar, é que a maioria vive à custa do estado.Basta ver a população ativa empregada que contribui e a restante. Isso é demografia... a expressão mamar não é assim tão má. Já o merceeiro dá emprego (bem ou mal) a muita santa gente.

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    1. Lá está, é uma pirâmide etária ao contrario, uns jovens vão embora, outros ficam mas não têm condições para dar à luz portuguesinhos.
      (bem ou mal) o mestre merceeiro merece respeito nada escrevi contra ele.
      Quanto à linguagem ofensiva, faz parte do dicionário são palavras como as outras, servem apenas para demonstrar certos sentimentos, não as vou descriminar por ofender os mais sensíveis...

      Plenamente de acordo contigo

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