18/05/12

Tão a Brincar Comigo?



Como é possível, nós consumidores, admitirmos certos comportamentos por parte dos cinemas “mainstream”? Falo, como é óbvio, da revolta que me enche o peito, PAGAR 8 EUROS PARA VER UM FILME E AINDA TÊM O DESCARADAMENTE DE ME ESPETAR 10 MINUTOS DE “RECLAMES” EM CIMA, caso para dizer – Tão a brincar comigo!? Eu quero é ver traillers de filmes, para saber se volto ou não, quero lá saber se uma telecomunicadora tem 4g ou se a fibra é mesmo a serio. Como é que deixámos isto chegar a este ponto. Não admira que as salas de cinema andem a ficar vazias, com preços escandalosos e ainda por cima impingem-nos publicidade. Basicamente obrigaram-nos  a pagar para ver anúncios no grande ecrã, mas em 3D, se calhar é por isso...

Ainda se vê filmes nos Cinemas Municipais, com salas grandes, de qualidade e com preços mais baratos do que essas salas encafuadas em barracões gigantes cheios de lojas, aos quais as pessoas chamam de shopping, mas infelizmente muitos dos Cinemas Municipais estão a ser mal geridos, alguns propositadamente a favorecer esses cinemas de shopping, outros por desleixo e ainda outros por falta de gente. Passam filmes que saíram à 2 meses atrás, com sorte apenas têm duas sessões por semana, uma ao Sábado e outra ao Domingo e já é a loucura.
Será que não têm noção que as pessoas já vêm filmes sem ser ao Sábado e ao Domingo?

Bem como hoje é domingo, vou mas é sacar um “filmezito” da net para ver em casa tranquilo, sem publicidade e com pipocas que não custam 5 euros a caixa...


11/05/12

Portugal Amputa Perna


A história de um grande atleta, Portugal, que se tornou preguiçoso, relaxado e comodista. Apertou um garrote à perna esquerda, que anda a estrangular à largos anos, fingindo assim uma lesão, aproveitando para desistir de grandes eventos desportivos onde poderia competir e mostrar o seu valor.  Esta doença psicológica tem um nome, Apotemnofilia, o desejo de se ver amputado em uma ou mais partes do corpo, eu chamo-lhe estupidez. Passados tantos anos com o garrote a perna está fraca e débil, finalmente teve o que queria, a amputação. Sem tardar muito Portugal pede a fixa de inscrição nos Paralímpicos, aceite rapidamente pela comunidade internacional que se rejubila com tal situação. Aos poucos e poucos Portugal começa a ganhar importância no panorama paralímpico Europeu. Como sempre, quando sente o rabo apertado, Portugal passa de olímpico relaxado a paralímpico aplicado, mas sem uma perna é complicado correr quanto mais ganhar corridas..

Analogias à parte, como é possível Portugal, um pais na banca rota, sem recursos, desprezar e esquecer o interior, rico em produtos de qualidade, paisagens turísticas lindíssimas, óptimas terras para cultivar e criar gado, entre tantos outros pontos fortes, ou seja está ansioso por ser explorado e usado para dinamizar a nossa economia, MAS está cada vez menos acessível, são portagens exorbitantes, são transportes públicos caros, é a falta de investimento, é o fechar de hospitais, maternidades e escolas, são linhas de comboios fechadas. Antes o garrote cortava a circulação, agora não há perna, não há circulação...

In: Backbook 12
http://www.backdoor.com.pt/backbook.php?m=3