O chamado crescer, ganhar responsabilidade ou maturidade
entre tantos outros palavrões, que filtram e adormecem o sentido de humor, a
facilidade e a tranquilidade com que encaramos a vida. Isto dá-se quando
transformam o bonito conceito de trabalhar para viver em viver para trabalhar,
pondo o acto de ganhar dinheiro, a famosa corrida pelo ouro, à frente da
qualidade de vida e do maravilhoso mundo que nos foi dado para conhecer e
aproveitar.
As criaturas culpam o sistema, a crise, os políticos e os
grandes titeteiros do planeta, mas possivelmente deveriam culpar as opções que
tomaram, os enormes sapos que engoliram, a ganância, não a ambição, de serem os
melhores, sem ligarem a meios para chegarem a fins, esquecendo-se que esse
lugar muitas vezes já está reservado.
Prostituem-se por meia dúzia de objectos bonitos e estilos
de vida, baseado sobretudo em bens materiais, perdendo toda a essência que
envolve a qualidade vida, uma consciência limpa e tranquila, a ausência de
stress. Sofrem física e psicologicamente, fazendo com que o seu mais preciso
instrumento entre em colapso, o seu Corpo.
Fico-me por aqui com esta
pergunta – Porquê tanto sangue, suor e lágrimas se acabamos todos mortos?
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